Há momentos que a vida vale a pena, porém são somente momentos, fugazes e por muitas vezes incrédulos, que escapam da minha mão, como areia ao vento. Toda esta nostalgia no ar, as luzes cintilantes à noite, a chuva que não dá tréguas, e a certeza do que me espera. Talvez seja este o motivo, a razão desta neblina que me impede de olhar um palmo a minha frente, pois não é preciso enxergar, eu já conheço, eu já vivi este contexto antes, somente o contexto. Afinal, por mais que as histórias se repitam os detalhes não são os mesmos, e os detalhes fazem toda a diferença, creio que a história da humanidade foi construída assim, por detalhes.
Eu tropeço nas pequenas pedras, àquelas imperceptíveis ao meu olhar clínico, as farpas são as que incomodam mais, pois é impossível tirá-las. Mas é só dor, não tenho porque me preocupar, nada mais que a velha e companheira dor.
Eu só queria poder voltar para casa, mas infelizmente eu nunca tive uma.
.
.
Terça-feira, Dezembro 16, 2008
Quarta-feira, Dezembro 10, 2008
Fragmentos
São apenas fragmentos, palavras soltas sem conexão alguma, no entanto, para mim fazem um total sentido. Uma sucessão de fatos que uma única palavra causa na minha mente, fatos passados, histórias mortas, fotos desbotadas.
Estou cansado, é verdade. Mas não posso reclamar, não tenho este direito, todos o têm, menos eu. Não sei o porquê, mas não me permitem tê-lo, assim, meu silêncio é uma lamúria, meu sorriso é uma resignação e minhas lágrimas... São apenas lágrimas e nada mais.
Olhe a minha volta, não existe nada, não é estranho? Não, não é. Eu sou exatamente isso, basicamente isso, os rótulos fazem parte, já me acostumei a eles, e por isso não faço nenhum esforço para mostrar o contrário, melhor assim, afinal, não vale a pena o esforço.
Sexo casual, garrafas vazias, e o vazio, no final sempre há o vazio. De quem é o rosto que está ao meu lado? Qual a mão que segura o meu braço? Quem chama o meu nome? Quem? Três anos já se foram. Três longos anos, é hilário não é?! Não, não é passível de compreensão, se existe alguém que pode compreender tudo isso, este alguém não caminha por estas terras, disso eu tenho certeza.
Porque eu gosto de pessoas cultas e não das pessoas que querem se mostrar cultas, pois a inteligência não está esboçada somente em fórmulas de Gauss. Eu posso usar o português sem ser prolixo, e empregar este adjetivo não esconde o seu real sentido, demasiadamente longo e chato!
Mas tudo bem, são só pessoas querendo ser “pró-ativas”, mas no meu caso, ser ativo já me basta.
.
Estou cansado, é verdade. Mas não posso reclamar, não tenho este direito, todos o têm, menos eu. Não sei o porquê, mas não me permitem tê-lo, assim, meu silêncio é uma lamúria, meu sorriso é uma resignação e minhas lágrimas... São apenas lágrimas e nada mais.
Olhe a minha volta, não existe nada, não é estranho? Não, não é. Eu sou exatamente isso, basicamente isso, os rótulos fazem parte, já me acostumei a eles, e por isso não faço nenhum esforço para mostrar o contrário, melhor assim, afinal, não vale a pena o esforço.
Sexo casual, garrafas vazias, e o vazio, no final sempre há o vazio. De quem é o rosto que está ao meu lado? Qual a mão que segura o meu braço? Quem chama o meu nome? Quem? Três anos já se foram. Três longos anos, é hilário não é?! Não, não é passível de compreensão, se existe alguém que pode compreender tudo isso, este alguém não caminha por estas terras, disso eu tenho certeza.
Porque eu gosto de pessoas cultas e não das pessoas que querem se mostrar cultas, pois a inteligência não está esboçada somente em fórmulas de Gauss. Eu posso usar o português sem ser prolixo, e empregar este adjetivo não esconde o seu real sentido, demasiadamente longo e chato!
Mas tudo bem, são só pessoas querendo ser “pró-ativas”, mas no meu caso, ser ativo já me basta.
.
Terça-feira, Dezembro 02, 2008
A necessidade do ser.
A necessidade do ser humano se intrometer na vida alheia é impressionante, não basta cuidar daquilo que temos, não, temos que bisbilhotar, se incomodar e ainda palpitar o que seria melhor para o outro fazer. O outro. Qual a parte que o outro é um ser indivisível e diferente do eu, que as pessoas não conseguem entender? Eu estou cansado de respirar, porque até o barulho da respiração às vezes incomoda. Não, eu não quero mudar ninguém, eu só quero ter a força necessária para aturar tudo isso. Quero poder transformar todo este lixo em adubo, pois daí saberei que a qualidade da terra que me aguarda é melhor do que as pessoas que me cercam.
.
.
Assinar:
Postagens (Atom)