Eu sobrevivi a mais um Domingo. A roda da vida gira interminantemente e volto para o mesmo lugar. Mais uma semana, mais uma segunda-feira, mais do mesmo. Sempre o mais do mesmo. Estou me sentindo velho. Vejo aqueles que estão chegando à meia idade, ou aqueles que já passaram esta “fase” e me pergunto se chegarei tão longe. Parece ser um longo caminho, mas e depois? Existem apenas brechas na cortina por onde o sol passa; apenas brechas, nada mais além.
Depois de quatro cervejas me questionam se não me sinto deprimido em beber sozinho. Eu com um simples sorriso respondo que não. Fingir que se têm amigos é deprimente; colocar sua vida na mão de outra pessoa e falar que isso é amor é deprimente; viver em função da opinião alheia é deprimente; viver uma vida medíocre e fingir que é feliz é deprimente.
Agora, beber quatro cervejas no balcão e a única voz a chegar ao seu ouvido e a canção emitida pela jukebox, é no máximo solitário, no entanto, com isso eu já estou acostumado.
Nada de novo. Mais do mesmo. Isso sim é deprimente.
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