Sexta-feira, Setembro 04, 2009

A dreaded sunny day

Ultimamente há um travamento completo, não há nada e muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Entenda o nada com o seu real sentido, como a máxima expressão, como o ápice ao fim do dia; entenda o nada como a personificação daquele que escreve.

Há muita poeira, que se esvai com o soprar do vento, isto tem por demais. Pessoas que eu estimo e prezo completam meio século de vida e não tem como não me questionar se chegarei tão longe. Parece pouco, parece muito. Nem tudo é o que parece.

A cidade está dentro de uma estufa e por mais peripécias que eu faça o calor não cessa, e não há neste momento nada que consiga retirar de mim aquilo que me sobra. Eu sei que nada por aqui é sempre tão implícito; prosopopéias infestam este lugar. Mas alguma coisa tem que ter por demais, em contrapartida daquilo que sobra por de menos.

Se for verdade que a boca fala daquilo que o coração está cheio, tudo se explica pela minha ausência neste recinto. Eu quero ser o garoto que brinca na chuva, que rola sobre a lama e que dorme depois de um banho quente.

Cinqüenta vezes o valor do seu peso, é o que uma formiga é capaz de carregar. Quanto estrume eu agüentaria antes de cair ao chão? Eu sei que sou capaz, eu sei.


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