Everyday is Like Sunday

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Sofrendo lá embaixo

"Hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada."

Oscar Wilde

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Segunda-feira, Novembro 09, 2009

O preço da liberdade

Há críticas, há debates, há exteriorização. O conhecimento é vasto e a limitação é maior ainda. Eu não quero o pódio e os aplausos se não posso vencer a mim mesmo.
A boca que beija meu rosto é a mesma que sorve veneno pelos cantos. Enquanto eu tento me encontrar há pessoas que se “acham” e eu admiro a intelectualidade alheia, não consigo chegar tão longe, pois, há momentos em que me compraz degolar pescoços enquanto corpos contorcem pelo chão.
“O preço da liberdade é a eterna vigilância”, por isso o meu caminhar é tão solitário, um continente de burrice cercado por arquipélagos de inteligência.
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Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Derretendo

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Los Otros

Eu volto de um lugar qualquer para lugar nenhum, castigo a grama com o meu pisar e são tortuosos os trajetos que meus pés percorrem. Não há caminhos para casa, não há ruas conhecidas, não há vozes familiares.

O sol se põe mais tarde nestes dias e meus sonhos transpiram. Por mais que o tempo acalorado propicie a mudança do fenótipo o mesmo não acontece com o meu coração. Decepções e mais decepções, é tudo o mesmo padrão nesta vida ordinária que tanto agradeço por tê-la. Há tanto barulho, nenhum espaço, e isto me sufoca por demais, logo, acentua a minha evidência de que as pessoas em sua maioria são verborrágicas.

Sinceramente não espero que me entendam, mesmo porque não me faço por compreender, pois, não há o que explicar.

Eu só quero paz. Já é difícil estar em paz consigo mesmo, quem dirá com os outros.

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Sexta-feira, Outubro 23, 2009


Terça-feira, Outubro 20, 2009

Heaven Knows I'm Miserable Now

O telefone toca e eu não atendo, pois, não é para mim; e eu não preciso dizer alô para saber disso. O lençol está amarrotado e não há o porquê de desfazer isso.
A campanhia toca e eu não abro a porta, pois, não é para mim; e eu não preciso ir até lá fora para saber disso. Não há cortinas nas janelas, nem mesmo para enfeite, porém, não há o porquê de fazer isso.
Há caixas espalhadas pela casa, e não há nada que eu possa fazer a não ser olhar a poeira fazer morada; e não há o porquê de não fazer isso.
Eu sou falso como um ser humano pode ser; talvez seja mais falso que muitos deles. Eu sou egoísta como um ser humano pode ser; talvez seja um dos piores, por ser fiel aos meus ideais. Eu sou arrogante como um ser humano pode ser, e eu faço isso com maestria, simplesmente por amar o som do silêncio.
Eu sou um humano que precisa ser amado, e sou um miserável por isso. No entanto, os céus já sabem disso.
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Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Eu só quero ver o menino feliz

Eu sempre temi que as conseqüências dos meus pecados viessem me visitar, pois, o peso é maior do que eu posso suportar. Tenho andado cansado por demais, mas ainda assim nego-me a ter o chão como estadia. Os dias estão tão nublados, e há certa melancolia no ar, e não foi as chuvas que a trouxe, creio que ela que trouxe as chuvas.
Para quem eu me visto? Para quem eu me invento? Por quem eu me iludo?
Hume poderia explicar o porquê de evidências não serem verdadeiras. Kaspar Hauser saberia dizer se foi feliz? Talvez ele dissesse que apenas viveu e com certeza Popper não saberia definir o que de fato isso significa. Provavelmente ninguém sabe. Este deve ser o segredo.
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