Cometemos muitos erros. E a verdade é que se aprende com os mesmos mais que com os acertos. As cicatrizes das quedas nos trarão muito mais lembranças do que o simples fato de sairmos ileso de uma situação que possivelmente nem lembraremos mais. Pois, somos assim, nos esquecemos até de respirar muitas vezes.
Ás vezes eu me pergunto se é o tempo que passa ou nós que simplesmente passamos. Passamos e muitas vezes não deixamos nada. E eu quero deixar mais que simples retratos. As fotos congelam o momento ou apenas não nos deixam esquecer o que já passou?
Eu quero pisar em algo sólido, mesmo sabendo que minhas ações são o chão onde piso, e muitas vezes elas podem ser tão superficiais. E a heterogeneidade das pessoas me faz perguntar: E quem não é? Haverá um padrão? Não, não há. Mas ainda assim queremos ser moldados por outro. Vestidos por outro. Viver pelo outro e não por nós mesmos.
É um fato que somos o que somos por validade do outro. Precisamos que o outro nos aceite para aceitarmos a nós mesmos. Os opostos se atraem? Besteira! Os afins se atraem. Os afins se validam. Os afins se justificam. É por isso que os apaixonados falam baixinho ao pé do ouvido, porque estão próximos, estão em sintonia. Ao contrário de quem grita, pois, mesmo estando perto, sente a pessoa distante e reforça seu tom vocal para ser ouvido.
Porque é outra verdade que precisamos falar. Que precisamos dizer o que pensamos, o que achamos, porque queremos compartilhar com outros e queremos que outros se identifiquem. (Qualquer semelhança com blog, twitter, Orkut e afins é mera coincidência) Seja na alegria e até na tristeza, precisamos acreditar que faz sentido, que não somos os únicos. Você não quer ser o único! Você não é o único...